Ispa N1 Minuto | Newsletter #60 – março 2026

Quando a Universidade nos muda por dentro

Maria João Vargas-Moniz Professora do Ispa – Instituto Universitário

“Fez-me repensar sobre as minhas escolhas e objetivos e ampliou-me os horizontes…fez-me sentir confortável com a incerteza da mudança…!”

A participação cívica no Ensino Superior enquadra-se numa longa tradição de pensamento e prática acerca dos diferentes papéis da Universidade e a sua ligação à sociedade em geral. A tradição cívica centra-se num conjunto de valores associados à preservação e consolidação da liberdade que levam cada pessoa a agir através da cooperação ou associação para alcançar resultados mais abrangentes e que se constituam num benefício comum.

O Projeto UNI_R, em curso no Ispa sobre a promoção do bem-estar e saúde mental no Ensino Superior, financiado pela DGES, procura inserir-se nesta tradição de pensamento, ao refletir e agir em torno do papel da Universidade como contexto gerador de oportunidades. Pretende-se que a dinâmica de participação ativa gerada possa contribuir para que várias gerações de estudantes aumentem o seu conhecimento do mundo e que através das dinâmicas de ensino/ aprendizagem tenham oportunidades de expressar o seu “Eu Criativo” e que possam ser reflexivos e proativos nas suas ações presentes e futuras.

Participar não é uma abstração, corresponde a ações e compromissos intencionais de querer fazer parte, aprender e conhecer mais, pelo que se realçam algumas reflexões de quem já participa:

“Aprendi que é importante ouvir os relatos na primeira pessoa sobre as experiências do que é pertencer a uma comunidade face à qual se conhece pouco!” (Participante 46); “Consegui ter uma perspetiva que antes não tinha…assim poderei ajudar melhor alguém…compreendendo o seu lado.  Fez-me crescer como pessoa!” (Participante 35). “…foi importante para mim…permitiu-me compreender e vivenciar o impacto do teatro Playback na vida dos participantes!” (Participante 73). “Permitiu-me refletir sobre o futuro e sobre o mundo que pretendo ajudar a construir…ver o impacto do preconceito e estereótipos na vida das pessoas discriminadas.” (Participante 75).

Joana dos Santos Saldanha é psicóloga das organizações e consultora sénior, formada pelo Ispa – Instituto Universitário com especialização em Psicologia Social e das Organizações. Especializada no setor segurador e em recrutamento inclusivo através da Page Ability, desenvolveu um percurso que integra a gestão de talento, a consultoria estratégica e a responsabilidade social corporativa.

Iniciou a carreira na Michael Page, onde consolidou uma progressão sólida desde o estágio curricular até à função de Senior Consultant. Com uma experiência focada na equipa de Insurance, destaca-se pela capacidade de transformar trajetórias profissionais e pela promoção da diversidade no mercado de trabalho. Aliando a sensibilidade da formação académica à exigência do contexto empresarial, mantém um forte interesse pela fotografia analógica e pela exploração cultural. Atualmente, dedica-se a ligar profissionais a projetos de vida onde a realização pessoal e a eficácia organizacional se cruzam.

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Nome completo: Joana dos Santos Saldanha.

Idade: 26 anos.

Situação familiar: Solteira, sem filhos.

Local de nascimento? Setúbal.

Foi aí que cresceu? Vivi sempre em Setúbal até aos 25 anos, idade em que me mudei para Lisboa.

Se pudesse reviver algo da sua infância, o que seria? Reviveria todos os verões passados na casa dos meus avós paternos, no Alentejo, e todos os fins‑de‑semana na casa dos meus avós maternos, em Setúbal.

Lugar preferido? Serra da Arrábida.

Tem algum passatempo? E “mania”? Quando tenho disponibilidade gosto de ir ver o pôr-do -sol.

Uma coisa que faz melhor do que ninguém? De longe o faço melhor do que alguém, mas gosto muito de tirar fotografias com uma analógica. Gosta ainda mais quando as pessoas as elogiam.

O que a fascina? Visitar países diferentes/ culturas diferentes e perder-me pelas ruas da cidade.

O que queria ser quando era pequena? Quando era pequena queria ser muita coisa e a cada ano que passava decidia querer seguir trajetos completamente diferentes. Desde jornalista/repórter, professora de francês, dançarina, atriz até chegar a psicologia.

Como foi a sua formação e, porque escolheu essa área? Com 18 anos, entre a representação (porque fiz teatro alguns anos) e a psicologia, decidi seguir aquilo que considerava que me ia deixar mais realizada. Vivi de perto casos que iam muito ao encontro desta área e percebi que era esse o caminho que queria seguir. Realizei a minha licenciatura em Ciências Psicológicas no Ispa – Instituto Universitário, com o objetivo de posteriormente tirar um mestrado em Forense porque me fascinava os temas relacionados com essa área, investigação, doenças mentais. Mas ao longo dos 3 anos percebi que o caminho a seguir seria algo relacionado com organizações/empresas. Assim sendo, decidi realizar o mestrado em Psicologia Social e das Organizações.

Foi influenciada pelos seus pais ou familiares, nesta escolha? Os meus pais apoiaram-me bastante, ainda por mais eu sendo uma pessoa um pouco (muito) indecisa. Mas rapidamente, percebi que a psicologia ia-me preencher mais e sabendo também que, infelizmente, o caminho para a representação não é muito fácil.

Como é que iniciou a sua carreira profissional, e como foi esta correndo? Durante o mestrado, identifiquei-me, praticamente logo, com a área de Recrutamento e Seleção. No último ano do primeiro semestre, temos a obrigatoriedade de realizar um estágio curricular. Através das parcerias que o Ispa tem com alguns empregadores, encontrei a Michael Page (consultora de recrutamento especializado), empresa que também já me tinha sido referenciada. Iniciei na mesma em setembro de 2022, na equipa de Insurance (recrutamento de todos os perfis para empresas do setor segurador), e mantive-me como estagiária curricular durante 7 meses. Após esse período, passei a estágio profissional de IEFP onde me mantive durante 9 meses, na mesma equipa. Em janeiro de 2024, passei a contrato assumindo a função de Consultant. Desde fevereiro de 2025 que estou como Senior Consultant, na equipa de Insurance. Em paralelo, durante esse ano, fui convidada a ser uma das pessoas responsável pela Page Ability (recrutamento inclusivo), área que tenho vindo a trabalhar até aos dias de hoje.

Como chegou ao Ispa? Durante o secundário, a minha escola realizou uma visita de estudo ao Ispa. Apesar de ter-me candidato a universidades públicas, sempre tive o Ispa como referência e queria realmente realizar os meus estudos lá.

Maior orgulho, em termos profissionais? Conseguir mudar a vida de profissionais.

Qual o maior obstáculo profissional que enfrentou? Um dos maiores desafios foi, no início, acreditar verdadeiramente no meu valor profissional. Entrar numa área exigente como o recrutamento, com metas e pressão, fez-me crescer muito, mas no início exigiu bastante adaptação e confiança.

O que mais o motiva, profissionalmente? Conhecer realidades profissionais diferentes e ajudar pessoas a encontrarem um local de trabalho onde se sintam realizadas.

Tem sonhos? Muitos, por exemplo, conhecer as 7 maravilhas do mundo.

Gostava de voltar a estudar? Sim e já estive mais longe de voltar!

Último livro que leu? “Hábitos Atómicos” [de James Clear].

Filme preferido? Interstellar e Everest.

Música preferida? Todas as músicas do Kaytranada.

Imagem preferida? Pôr do Sol na Comporta.

O que é ser do Ispa? Para mim, é ser uma profissional com competências técnicas e comportamentais que o Ispa me ajudou a desenvolver.

Que pergunta gostava que lhe fizessem? “O que dizem os teus olhos?”

Ensinar a ensinar a escrever

Ana Cristina Silva – Professora do Ispa-Instituto Universitário e escritora

Numa sociedade em que a literacia é essencial, as competências de leitura e escrita estão necessariamente associadas a uma cidadania plena. Ensinar futuros educadores e professores sobre as perspetivas teóricas e as competências associadas à aquisição da leitura e escrita e explicitar estratégias pedagógicas que previnam as suas dificuldades é agir para melhorar o sucesso educativo e contribuir para diminuir as desigualdades sociais. Os impactos de uma sociedade com fracos níveis de literacia são diversos e com consequências significativas do ponto de vista social, económico e pessoal. Um relatório da OCDE de 2016 evidencia como as crianças com baixos níveis de leitura tendem a abandonar precocemente a escola. Por outro lado, adultos com níveis deficitários de literacia têm menos probabilidade de obter empregos bem remunerados, aumentando os riscos de pobreza e exclusão social (Portela, 2015). Além de que esses adultos têm mais dificuldades em acompanhar os progressos educativos dos filhos e tendem a valorizar menos a escola (Amaral et. al., 2016).

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Do ponto de vista pedagógico a aquisição da literacia, por inerência a aprendizagem da escrita implica uma análise tripartida sobre a natureza de um certo objeto da aprendizagem, neste caso a linguagem escrita (no quadro das suas propriedades particulares enquanto código alfabético, ortográfico e de comunicação) um sujeito aprendiz (e a forma particular como se vai apropriando desse objeto tendo em conta os problemas conceptuais que o objeto/e ou tarefa lhe coloca) e as intervenções didáticas que vão potenciar essa aprendizagem.

Apesar desta formulação tripartida não ser inédita, estas três dimensões muitas vezes não são analisadas nas suas interfaces aquando da planificação e execução de propostas pedagógicas. De uma forma explícita ou mais implícita, em muitas escolas e salas de aulas, as propostas didáticas continuam muito assentes num modelo transmissivo.

No mês de março apresentei uma brochura para professores centrada na aprendizagem da escrita que procura precisamente corresponder a este modelo, seguindo igualmente a lógica de que as propostas educativas devem ser sustentadas por fundamentação científica. Existe do meu ponto de vista excessiva influências da tradição nas práticas educativas e menos reflexão do que a necessária sobre os obstáculos que as crianças enfrentam no processo de aprender.

Assim, na brochura falamos de escritas inventadas, fazendo a descrição das características do código alfabético, descrição essa que serve para a inventariação das dificuldades das crianças de idade pré-escolar na apropriação do princípio alfabético. As dificuldades infantis em compreender que as letras representam os fonemas, identidades abstratas por serem coarticulada, sustenta a natureza das intervenções didáticas propostas. Também escrevemos sobre a aquisição da ortografia. Neste contexto foi feita a descrição das características do sistema ortográfico português e como este deve estar na base da análise e classificação dos erros ortográficos. São de seguida inventariadas as competências implicadas consoante a natureza dos erros de forma a organizar as atividades pedagógicas. A produção de textos é igualmente explorada sendo realizada uma análise dos vários tipos de textos e dos critérios de qualidade textual. Esta análise suporta os vários tipos de atividades que permitem desenvolver o planeamento, a escrita e a revisão de textos por parte dos alunos.

É o domínio da ortografia que faz com que as palavras deixem de ter peso e a imaginação possa usá-las para como estrada, caminho, rua, desvio, labirinto em torno de uma história, por exemplo, que um dia se tornará real na imaginação de um leitor. A aprender a comunicar através da escrita faz de todos nós mais reflexivas e mais completas.

 

Conheça os últimos artigos publicados.

Almeida, A., Prieto, I., & García Fernández, B. (2026). Biodiversity vs. geodiversity in landscape appreciation: What do Portuguese and Spanish pre-service teachers value? Landscape Research, 51(1), 5–24. https://doi.org/10.1080/01426397.2025.2505022

Badihi, G., Taylor-O’Connor, J., Bezerra de Melo Daly, G., Komeda, V., Daoudi-Simison, S., Rodrigues, E. D., Webster, M. M., Altschul, D. M., Hobaiter, C., Wiltshire, C., Klein, H., Freymann, E., Grund, C., Soldati, A., Henderson, M., Leroux, M. M., & Slania, N. E. (2026a). A call for CARE in animal behaviour: An holistic ethical research framework. Animal Behaviour, 231. https://doi.org/10.1016/j.anbehav.2025.12342 8

Badihi, G., Taylor-O’Connor, J., Bezerra de Melo Daly, G., Komeda, V., Daoudi-Simison, S., Rodrigues, E. D., Webster, M. M., Altschul, D. M., Hobaiter, C., Wiltshire, C., Klein, H., Freymann, E., Grund, C., Soldati, A., Henderson, M., Leroux, M. M., & Slania, N. E. (2026b). Erratum to “A call for CARE in animal behaviour: An holistic ethical research framework”(Animal Behaviour, (2026), 231, C, (123428), (S0003347225003550), 10.1016/j.anbehav.2025.123428). Animal Behaviour, 233. https://doi.org/10.1016/j.anbehav.2026.123467

Botelho, M. D. C., & Rocha, H. (2026). Exploring mathematics teachers’ knowledge: An analysis based on the KTMT model and the use of different models of graphing calculators. Lecture Notes in Networks and Systems, 1695 LNNS, 304–313. https://doi.org/10.1007/978-3-032-09074-4_31

Brandão, S., Talmon, A., Gieysztor, E., Souto, P., Soares Goncalves, A., Silva, R., Gonçalves, P., Prata, P., Şensoy, Ö., Ardahan Akgül, E., Pinar, S., Uriko, K., Ardahan Sevgili, S., Bulut, E., Shigdel, R., Gülaldı, D., Freitas, O., Onel, A. E., Dikmen-Yildiz, P., … Caparros-Gonzalez, R. (2026). Collaborative development of a scoping review protocol to map instruments assessing the parent–infant relationship: An International Initiative from COST Action TREASURE. Open Research Europe, 5. https://doi.org/10.12688/openreseurope.21700.2

Branquinho, C., Noronha, C., Carvalho, M., Rodrigues, N. N., & Matos, M. G. D. (2026). Unlocking youth creativity: The power of socioemotional skills. Children, 13(2). https://doi.org/10.3390/children13020261

Brites, R., Nunes, O., Hipólito, J., Brandão, T., Correia, A., & Nunes, C. (2026). Living with a veteran with trauma: Impact on family functioning using the genogram as a research tool. Family Journal. https://doi.org/10.1177/10664807261415864

Budniok, S., Callaerts-Vegh, Z., Bakermans-Kranenburg, M., Bosmans, G., & D’Hooge, R. (2026). Interdependency between oxytocin and dopamine in trust-based learning in mice. Scientific Reports, 16(1). https://doi.org/10.1038/s41598-026-38976-9

Campos, M. L., & Peixoto, F. (2026). Relating differently: Assessing and comparing associations between social and affective adjustment factors in immigrant and non-immigrant students. British Journal of Educational Psychology, 96(1), 32–53. https://doi.org/10.1111/bjep.12774

Candeias, M. D. J., & Gouveia-Pereira, M. (2026). Adolescent deliberate self-harm: Predictors of family and personal risk. Current Psychology, 45(1). https://doi.org/10.1007/s12144-025-08891-9

Chow, J. Y. L., Garner, K. G., Pearson, D., Theeuwes, J., & le Pelley, M. E. (2026). Delaying reward feedback does not increase the influence of information on attentional priority in visual search. Cognition, 271. https://doi.org/10.1016/j.cognition.2026.106447

Coelho, A., Aníbal, S., Nobre, C., & Albuquerque, S. (2026). Development and initial validation of the grief training needs assessment scale (GTNAS). Death Studies. https://doi.org/10.1080/07481187.2026.2628747

Coelho, T., & Rocha, H. (2026). Technological Integration and Interdisciplinarity: The role of teachers’ professional knowledge. Lecture Notes in Networks and Systems, 1695 LNNS, 343–352. https://doi.org/10.1007/978-3-032-09074-4_35

Correia, M., & Brandão, T. (2026). Pain perceptions, body image, and quality of life in women with endometriosis. Women’s Reproductive Health. https://doi.org/10.1080/23293691.2026.2623117

Cortes Hidalgo, A. P., Bolhuis, K., Tiemeier, H., Bakermans-Kranenburg, M. J., & van IJzendoorn, M. H. (2026). Early parenting and infant–parent attachment: Developmental origins of psychotic experiences. Brain and Behavior, 16(3). https://doi.org/10.1002/brb3.71286

Costa, C. B., Guedes, M., Veríssimo, M., Rubin, K. H., & Santos, A. J. (2026). Profiles of maternal beliefs about physically aggressive behaviors, parenting practices and child externalizing behaviors during the preschool years. European Early Childhood Education Research Journal. https://doi.org/10.1080/1350293X.2026.2642211

Coughlan, B., Duschinsky, R., Bakermans-Kranenburg, M. J., Bakkum, L., Skinner, G. C. M., Markham, A., Beckwith, H., & van Ijzendoorn, M. H. (2026). Sequelae of child maltreatment: Umbrella synthesis of 148 meta-analyses on the mental health correlates. JCPP Advances. https://doi.org/10.1002/jcv2.70081

da Silva, D. C., & Garcia-Marques, T. (2026). Stereotyping when it fits: How perceived face—Label match shapes mental illness judgments. Basic and Applied Social Psychology. https://doi.org/10.1080/01973533.2026.2641105

de Waard, J., & Theeuwes, J. (2026). Beyond top-down: Feature search as a serial clump-wise process. Cognition, 266. https://doi.org/10.1016/j.cognition.2025.106334

Dias-Almeida, B., de Oliveira Gonçalves, P., Marôco, J., & Almeida, T. S. (2026). Assessing autism knowledge in portugal: Validation of the autism spectrum knowledge scale (ASKS-PT). Current Psychology, 45(6). https://doi.org/10.1007/s12144-026-09232-0

d’Orsi, D., Sardinha, E., & Diniz, E. (2026). “Like a roller-coaster ride”: Fathers’ perspectives about their role in childcare. Family Relations. https://doi.org/10.1111/fare.70139

Ferreira, N., & Castro Silva, J. (2026). School climate and student wellbeing across compulsory education in Portugal: A cross-sectional study of grade-level differences. Frontiers in Education, 11. https://doi.org/10.3389/feduc.2026.1698941

Ferreira, V., Serra, S. R. Q., Calapez, A. R., Sousa-Santos, C., Banha, F., Favas, P. J. C., Graça, M. A. S., Seena, S., Carvalho, R. F., Ribeiro, F., Álvarez, M. G., Pereira, J. v, Reis, J., Canning-Clode, J., Ramalhosa, P., Álvarez, S., Gama, M., Martelo, J., Bedmar, S., … Feio, M. J. (2026). Moderators of organic matter decomposition in portuguese streams: A field study and literature review. Freshwater Biology, 71(2). https://doi.org/10.1111/fwb.70177

Griff, M. I., Santos, R., Trumello, C., & Brandão, T. (2026). Psychosocial aspects of cystic fibrosis: A mixed-methods systematic review. Healthcare (Switzerland), 14(3). https://doi.org/10.3390/healthcare14030351

Houbrechts, M., Leng, L., Vervliet, B., D’Hooge, R., Finet, C., Bakermans-Kranenburg, M. J., van IJzendoorn, M. H., Elst, I., Vermeulen, J., & Bosmans, G. (2026). Prototype updating, contextual renewal, and the role of reward responsiveness in trust learning. Current Psychology, 45(5). https://doi.org/10.1007/s12144-026-09116-3

Lopes, C., Antunes, M. L., & Sanches, T. (2026). Students’ perceptions of information literacy skills: New perspectives trough a portuguese experience with PILS. Communications in Computer and Information Science, 2864 CCIS, 546–558. https://doi.org/10.1007/978-3-032-17272-3_43

Major, S. O., Santos, A. I., Pereira, M. D., Silva, O., & Gaspar, M. F. (2026). Psychological factors and classroom management practices of preschool teachers: The effectiveness of a teaching program delivered during the COVID-19 pandemic. International Journal of Child Care and Education Policy, 20(1). https://doi.org/10.1186/s40723-025-00161-2

Marques, G. N., Lourenço, M., Leal, M., Urbani, N., & Peleteiro, M. C. (2026). Pityriasis versicolor in a Southern Ground Hornbill (Bucorvus leadbeateri).

Case Reports in Veterinary Medicine, 2026(1). https://doi.org/10.1155/crve/5261490

Martins-Cardoso, S., Vicente, P., Fournon-Berodia, I., Polo, I., & Faria, A. M. (2026). Too young to be bold: Lack of personality in juvenile goby. Acta Ethologica, 29(2). https://doi.org/10.1007/s10211-026-00482-6

Opie, J. E., Waters, E., Duschinsky, R., Hammarlund, M., Madigan, S., Foster, S., Forslund, T., Thompson, R., Steele, H., Steele, M., Roisman, G. I., Groh, A. M., Fonagy, P., Dagan, O., Talia, A., Rossen, L., Sroufe, L. A., Tronick, E., Fearon, R. M. P., … Bakermans-Kranenburg, M. J. (2026). Practitioner review: Clinical insights from attachment theory and research for professionals working with young children and their families. Journal of Child Psychology and Psychiatry and Allied Disciplines. https://doi.org/10.1111/jcpp.70126

Pechorro, P., Palma, V. H., Maroco, J., Simões, M. R., & DeLisi, M. (2026). Light Triad traits of personality as moderators between the dark core of personality, psychopathy, and antisociality/criminality. Psychiatry, Psychology and Law, 33(1), 88–100. https://doi.org/10.1080/13218719.2024.2427627

Peixoto, F., Radišić, J., Hansen, K. Y., Campos, M., & Mata, L. (2026). Parental involvement, achievement and motivation: A longitudinal exploration of the interplay between parents’ practices and students’ mathematics achievement and motivation. ZDM – Mathematics Education. https://doi.org/10.1007/s11858-026-01776-6

Pimenta, F., Queiroz-Garcia, I., Damião, C., Rosas, R., & Leal, I. (2026). Unveiling the complex landscape of successful weight loss: Perceived consequences and spontaneous self-concept insights. Journal of Health Psychology, 31(4), 1389–1409. https://doi.org/10.1177/13591053251348301

Pujolar, J. M., Gardiner, C. E. C., von der Heyden, S., Robalo, J. I., Castilho, R., Cunha, R. L., Meldrup, D., Henriques, R., & Nielsen, E. E. (2026). Patterns of population genomic variation and evolutionary history of european hake in the northeastern atlantic. Ecology and Evolution, 16(2). https://doi.org/10.1002/ece3.73085

Pun, K. I., Jinatham, V., Saidu, M. B., Sapage, M., Popluechai, S., Antunes, A., Saninjuk, K., & Gonçalves, D. (2026). A non-lethal method for the sampling of the gut microbiota in Betta splendens. Frontiers in Veterinary Science, 13. https://doi.org/10.3389/fvets.2026.1702535

Radchuk, V., Jones, C. v, McLean, N., Charmantier, A., Teplitsky, C., Alisauskas, R., Ancona, S., Anker-Nilssen, T., Arcese, P., Arlt, D., Aubry, L. M., Bailey, L., Barbraud, C., Berg, K. S., Berteaux, D., Blumstein, D. T., Bouwhuis, S., Brose, U., Brouwer, L., … van de Pol, M. (2026). Changes in phenology mediate vertebrate population responses to temperature globally. Nature Communications, 17(1). https://doi.org/10.1038/s41467-025-68172-8

Radišić, J., Buchholtz, N., Baucal, A., Hansen, K. Y., Liu, X., Peixoto, F., Laine, A., & Leijen, Ä. (2026). Interlinking teachers’ beliefs and motivational practices: A cross-country examination of the relationship with students’ motivation in mathematics. ZDM – Mathematics Education. https://doi.org/10.1007/s11858-026-01775-7

Ribeiro-Gonçalves, J. A., Fernandes, D., Câmara, E., & Pocinho, M. (2026). Well-being and sexual diversity in higher education: The role of mental health, optimism, academic performance, and motivation in Portuguese students. Healthcare (Switzerland), 14(3). https://doi.org/10.3390/healthcare14030407

Ribeiro-Gonçalves, J. A., Rodrigues, N., Carvalheira, A., Costa, P. A., & Leal, I. (2026). Sexual function and pleasure among Portuguese older adults: An approach based on sexual orientation and gender. Journal of Sexual Medicine, 23(2). https://doi.org/10.1093/jsxmed/qdaf355

Saraiva, M., Pandeirada, J. N. S., & Garrido, M. v. (2026). Adaptive memory in contamination contexts: Exploring the role of emotionality. Evolution and Human Behavior, 47(2). https://doi.org/10.1016/j.evolhumbehav.2025.106821

Schou-Juul, F., Serrat, R., Hinrichsen, C., Szczesniak, D., Cannella, V., Jarasiunaite-Fedosejeva, G., Östlund, L., Brites, R., Ostríž, R., Atienza Carrasco, J., Palkova, K., Holmerova, I., Korkmaz-Yaylagul, N., Brandão, T., Silva, R., Ulman, Y. I., Gordijn, B., Johansson, L., Bielsten, T., … Lauridsen, S. (2026). Ethical principles in European National Dementia Strategies: A framework

analysis. Journal of Aging and Social Policy. https://doi.org/10.1080/08959420.2025.2599117

Sousa, M., Cunha, O., Gonçalves, T., Gonçalves, R. A., & de Castro Rodrigues, A. (2026). From abuse to offense: The legacy of childhood sexual abuse on the psychological functioning of men who perpetrated child sexual abuse. Victims and Offenders, 21(1), 97–112. https://doi.org/10.1080/15564886.2025.2549900

Sousa, M., Marinho, T., Cruz, A. R., Almeida, T. C., de Castro Rodrigues, A., & Cunha, O. (2026). Aggression in individuals who perpetrated crimes: The impact of adverse and positive childhood experiences. Psychology of Violence. https://doi.org/10.1037/vio0000668

Starreveld, K. M., Overbeek, M. M., Willemen, A. M., & Bakermans-Kranenburg, M. J. (2026). An observation instrument to assess teacher-child interaction in early elementary education: Development and psychometric properties of the CCIS-E. Acta Psychologica, 262. https://doi.org/10.1016/j.actpsy.2025.106157

Štulhofer, A., Tafro, A., Higashi, Y., Pietras, L., Carvalheira, A. A., Nakahara, Y., Yamanaka, K., Koike, M., Landripet, I., & Koletić, G. (2026). Are there gender differences in successful sexual aging? An exploration using three statistical approaches. International Journal of Sexual Health. https://doi.org/10.1080/19317611.2025.2601621

Vara-García, C., Pedroso-Chaparro, M. D. S., Nogales-González, C., de la Vega-Castelo, A., Brandão, T., & Romero-Moreno, R. (2026). Development of the Family Interference With Leisure Scale on parents of children aged 0–6. Journal of Family Psychology, 40(1), 82–87. https://doi.org/10.1037/fam0001403

Villanueva, L., Gomis-Pomares, A., & Basto-Pereira, M. (2026). Assessing the psychometric properties of retrospective reports on adverse childhood experiences (ACEs) among Spanish young adults. Current Psychology, 45(6). https://doi.org/10.1007/s12144-026-09071-z

Viseu, F., Rocha, H., & Menezes, S. (2026). Teachers’ knowledge and technology in the teaching of functions: A view from Portugal and Brazil. Journal of Mathematical Behavior, 81. https://doi.org/10.1016/j.jmathb.2025.101301

von Humboldt, S., Low, G., & Leal, I. (2026). Living on the edge: how older adult suicidal behavior strains their adult children’ mental health. Current Psychology, 45(2). https://doi.org/10.1007/s12144-025-08620-2

von Humboldt, S., Miguel, I., & Leal, I. (2026). Is there a time for wellbeing? The role of time perspective and ageism in subjective wellbeing along the lifespan in Portugal. Ageing and Society, 46. https://doi.org/10.1017/S0144686X26100610

CONFERÊNCIA | “Porque não reconhecemos todas as faces da mesma forma? O défice de reconhecimento inter-racial”

A conferência “Porque não reconhecemos todas as faces da mesma forma? O défice de reconhecimento inter-racial” assinala, a 8 de abril, na Sala de Atos do Ispa – Instituto Universitário, um momento crucial de reflexão sobre a perceção social e a memória humana. Orientada pelo Professor Doutor Tomás Palma e integrada no Ciclo de Conferências Ispa, a sessão analisa os mecanismos cognitivos que nos levam a identificar melhor rostos do nosso próprio grupo racial, discutindo as implicações deste fenómeno na precisão do testemunho ocular e na consciência metacognitiva. Um encontro que reforça o compromisso do instituto com a investigação de ponta em psicologia e a compreensão das categorias sociais.

8 de abril de 2026 | 14h30 | Sala de Atos – Ispa – Instituto Universitário | Entrada Livre (sujeita à lotação da sala)

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CONFERÊNCIA | “O encobrimento da injustiça por trás do individualismo afetivo: A era do vazio e do cansaço”

A conferência “O encobrimento da injustiça por trás do individualismo afetivo: A era do vazio e do cansaço” assinala, a 17 de abril, na Sala de Atos do Ispa – Instituto Universitário, um momento essencial de debate sobre o sofrimento psicológico na hipermodernidade. Orientada pelo Professor Raúl Medina Centeno e integrada no Ciclo de Conferências Ispa, a sessão cruza a psicologia social e a clínica para analisar como o neoliberalismo e a cultura digital promovem o vazio existencial e a exaustão coletiva. Um encontro que reforça o compromisso institucional com a análise crítica das patologias contemporâneas e a apresentação de novas abordagens terapêuticas face aos desafios da sociedade atual.

17 de abril de 2026 | 14h30 | Sala de Atos – Ispa – Instituto Universitário | Entrada Livre (sujeita à lotação da sala)

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CONFERÊNCIA | “Repensar a retenção escolar: Evidência, práticas e desafios”

A retenção escolar divide opiniões, gera controvérsia e continua a marcar o percurso de milhares de alunos. A 22 de abril, o Ciclo de Conferências Ispa traz à Sala de Atos do Ispa – Instituto Universitário a Professora Joana Pipa, membro do EDUNOVA.ISPA e integrante de um grupo de investigação internacional reconhecido pela excelência no estudo desta temática. A sessão propõe uma reflexão crítica e fundamentada sobre os fatores psicossociais que sustentam esta prática, os seus efeitos na motivação, no autoconceito e na autoestima dos estudantes, e o papel central que professores e práticas educativas desempenham na construção de percursos mais justos e eficazes.

22 de abril de 2026 | 14h30 | Sala de Atos – Ispa – Instituto Universitário | Entrada Livre (sujeita à lotação da sala)

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III JORNADAS DE PSICOLOGIA SOCIAL E DAS ORGANIZAÇÕES

O Ispa – Instituto Universitário acolhe, a 23 de abril, a terceira edição das Jornadas de Psicologia Social e das Organizações, um evento que cruza o rigor académico com a realidade profissional e que se dirige a estudantes, antigos alunos e ao público em geral. Entre as 14h00 e as 20h00, o Auditório Vítor Almada e demais salas da instituição tornam-se palco de um programa que inclui palestras sobre temas emergentes da área, como a psicologia do desporto, e uma sessão de Speed Talking de Empregabilidade, onde os participantes poderão dialogar diretamente com profissionais e alumni a atuar em setores como a consultoria, o marketing, a investigação e o setor social. A iniciativa, liderada por Ana Sabino, codiretora do Mestrado em Psicologia Social e das Organizações, reforça a ligação entre o instituto e a sua rede de alumni e consolida a visibilidade de uma área com um papel cada vez mais determinante nas organizações contemporâneas.

23 de abril de 2026 | 14h00 às 20h00 | Auditório Vítor Almada – Ispa – Instituto Universitário | Entrada Livre mediante inscrição

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ENCONTRO | “Psicologia da Saúde em Ação: Carreiras e Aplicações Práticas”

A 28 de abril, o Ispa – Instituto Universitário recebe um encontro pensado para aproximar estudantes, investigadores e profissionais em torno das carreiras e das aplicações concretas da psicologia da saúde. Com início às 10h00, na Sala de Atos, o programa organizado pelo Mestrado em Psicologia da Saúde divide-se em dois momentos distintos. Durante a manhã, uma ronda de conversas com profissionais da área permite explorar o papel do psicólogo em diferentes contextos de saúde, com a participação de Patrícia Gonçalves, Marta Marques, Márcia Carvalho, Ana Rita Nunes, Vasco Vicente Costa, Inês Griff e Marta Uva. À tarde, a partir das 14h00, realiza-se o workshop “Nutrição e Rendimento Académico”, dinamizado por Margarida Silva, centrado na otimização da performance académica através de hábitos equilibrados. A iniciativa, proposta pelas diretoras do mestrado Tânia Brandão e Filipa Pimenta, reforça a missão do instituto de preparar os seus alunos para o impacto real que a psicologia da saúde pode ter na sociedade.

28 de abril de 2026 | 10h00 | Sala de Atos – Ispa – Instituto Universitário | Entrada mediante inscrição

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EXPOSIÇÃO “Mana” 

A Galeria Malangatana inaugurou, a 11 de fevereiro, a exposição “Mana”, de André Príncipe, um projeto que convida o público a entrar num universo de silêncios, espera e resiliência. Inspirada no conceito polinésio de Mana, entendido como uma força sagrada capaz de conferir influência e ação, a mostra apresenta um conjunto de fotografias realizadas nos estabelecimentos prisionais de Odemira, Tires e Santa Cruz do Bispo durante o outono de 2025. Entre rotinas rígidas, ausências marcadas e gestos suspensos, o trabalho revela fragmentos de vida em contexto prisional feminino, onde coexistem vulnerabilidade, resistência e marcas profundas das trajetórias pessoais. A inauguração incluiu o lançamento do livro que acompanha o projeto, um convite a olhar de frente realidades que muitas vezes preferimos evitar.

Até 30 de abril de 2026 | Galeria Malangatana – Ispa – Instituto Universitário | Entrada Livre

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Candidaturas Abertas

Encontram-se abertas as candidaturas à 1.ª fase da 3.ª edição da Especialização Avançada em Psicoterapia

Especialização Avançada em Psicoterapia é exclusiva para psicólogos, constituindo-se como uma formação reconhecida pela Ordem dos Psicólogos Portugueses no processo de candidatura à Especialidade Avançada em Psicoterapia. Permitindo assim o acesso direto à especialidade, em sede de candidatura, após conclusão da formação. 

Esta especialização oferece um percurso formativo avançado, assente na integração de diferentes modelos psicoterapêuticos, na articulação entre teoria e prática clínica e no desenvolvimento de competências fundamentais para uma intervenção ética, rigorosa e sustentada na evidência científica.

O programa distingue-se pela qualidade do corpo docente, pela orientação clínica aplicada e pelo enquadramento académico de excelência, promovendo um espaço de reflexão crítica, supervisão e desenvolvimento profissional contínuo.

As candidaturas têm vagas limitadas e está sujeita a um processo de seleção.

Candidaturas Abertas

A análise aprofundada dos principais aspetos do desenvolvimento e do funcionamento psicológico da criança/adolescente ocorre de maneira independente em relação ao possível processo de intervenção psicológica que será implementado posteriormente.

Os objetivos da consulta de Avaliação Psicológica incluem o diagnóstico, a caracterização e a compreensão dos resultados obtidos, bem como o prognóstico e o encaminhamento para intervenção. Isso envolve a articulação de propostas reeducativas com as escolas ou outros profissionais técnicos.

Candidaturas Abertas

Com o aumento da prevalência de distúrbios psicológicos e da demanda por tratamentos farmacológicos, a psicofarmacologia é essencial para garantir que os psicofármacos sejam prescritos de forma segura e eficaz.

Se este tema lhe interessa, conheça o curso Psicofarmacologia para Psicólogos, acreditado pela OPP.

Ispa abre candidaturas para Maiores de 23

O Ispa – Instituto Universitário abre portas a quem construiu o seu percurso fora das vias tradicionais de acesso ao ensino superior. As candidaturas para o concurso especial destinado a Maiores de 23 anos decorrem até 30 de abril de 2026, com um processo de avaliação estruturado em seminário, prova escrita e entrevista individual, a realizar durante o mês de maio. Os resultados são divulgados a 29 de maio, com matrículas previstas para início de junho. Se existirem vagas por preencher, uma segunda fase abre em junho, com conclusão prevista para julho. O regulamento e o formulário de candidatura estão disponíveis nos canais oficiais do instituto.

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Erica Briozzo conclui Doutoramento em Psicologia

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Ana Sabino – Human Resources

O Serviço de Candidaturas & Atendimento Académico tem como objetivo um contacto mais próximo e facilitado com os seus estudantes e candidatos, gerindo vários canais de atendimento, nomeadamente atendimento remoto.

Podem contactar-nos através de:
candidaturas@ispa.ptsa@ispa.pt
Atendimento +351 218 811 700 (opção 1 e 2)
Segunda a sexta-feira das 10h30 às 13h e das 14h30m às 17h00m 
WhatsApp 910 873 413


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