10 Set a 11 Dez 2026
INAUGURAÇÃO | “Sobre os Sonhos – Grund”
“Sobre os Sonhos – Grund”, de Manuel Valente Alves, inaugura no próximo dia 10 de setembro, no Centro Cultural do ISPA – Instituto Universitário, em Lisboa. A...
Os seres humanos são altamente competentes no reconhecimento de faces, mas essa competência não é uniforme. No próximo dia 8 de abril, o Ciclo de Conferências Ispa recebe o Professor Tomás Palma, da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, para uma sessão que explora as nuances da perceção social e os mecanismos por trás do reconhecimento facial. A conferência realiza-se às 14h30, na Sala de Atos.
Com o título “Porque não reconhecemos todas as faces da mesma forma? O défice de reconhecimento inter-racial”, a conferência aborda um dos fenómenos mais robustos da literatura científica: a tendência para reconhecermos melhor faces pertencentes ao nosso próprio grupo racial do que faces de outros grupos.
O défice de reconhecimento inter-racial é um fenómeno com implicações sociais profundas, desde a precisão do testemunho ocular até às interações quotidianas. Esta competência desigual de reconhecimento generaliza-se a diferentes populações e contextos, levantando questões fundamentais sobre como as categorias sociais moldam a nossa memória e perceção.
Nesta sessão, será apresentada uma visão integrada da investigação nesta área, discutindo-se como o fenómeno é estudado e se as pessoas possuem consciência metacognitiva das suas próprias limitações no reconhecimento facial. O Professor Tomás Palma defenderá que, embora muitos modelos enfatizem falhas na codificação inicial das faces, a evidência sugere um quadro mais complexo, onde o défice pode resultar de diferenças qualitativas nos processos de recuperação da informação. O objetivo é discutir os principais mecanismos explicativos e o papel dos objetivos de processamento na forma como o cérebro organiza a informação categorial.

Tomás Palma é Professor Auxiliar na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. Doutorado em Psicologia pelo ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, desenvolve investigação na área da Cognição Social, com foco na forma como as categorias sociais moldam a perceção e a memória de faces. O seu trabalho centra-se no défice de reconhecimento inter-racial, nas condições que o podem atenuar e no papel dos objetivos de processamento na codificação de informação categorial, como idade e género. Mais recentemente, tem investigado a consciência metacognitiva das pessoas relativamente às suas próprias limitações no reconhecimento facial. Publicou o seu trabalho em revistas científicas internacionais de referência.
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