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INAUGURAÇÃO | “Sobre os Sonhos – Grund”

10 Setembro 2026 - 18:00h
10 Set a 11 Dez 2026

Galeria Malangatana
Galeria Mário Casimiro

Ispa – Instituto Universitário

“Sobre os Sonhos – Grund”, de Manuel Valente Alves, inaugura no próximo dia 10 de setembro, no Centro Cultural do ISPA – Instituto Universitário, em Lisboa. A exposição constitui a primeira etapa de um projeto expositivo desenvolvido em dois atos, que terá continuidade na Fundação Carmona e Costa, em 2027.

Sobre os Sonhos propõe uma exploração das fronteiras entre realidade, perceção, memória e imaginação. No contexto de uma instituição dedicada ao estudo da mente, Grund parte do território físico e construído, da cidade, da arquitetura, da linguagem e da memória da arte, para questionar a forma como construímos a realidade que habitamos.

A exposição organiza-se em duas salas. Na primeira, o visitante encontra uma sucessão de imagens em diferentes suportes, fotografia, pintura, desenho e vídeo, que aproximam arquitetura, corpo, natureza e movimento, numa reflexão sobre a impermanência e as diferentes formas de olhar e cartografar o mundo. Na segunda, vinte desenhos sobre tela da série A Invenção das Nuvens (2023) criam um espaço de suspensão e silêncio. As nuvens tornam-se matéria de uma investigação sobre a forma em permanente transformação e sobre o momento em que a mente se liberta da gravidade para construir as suas próprias imagens.

Um dos elementos centrais do projeto é a fotografia All Your Dreams (da série Vitória de Samotrácia, 1996), que funciona como imagem-manifesto e estará presente nas duas etapas da exposição. Se em Grund introduz a questão da arquitetura do real e da construção mental do espaço, em Abgrund, a apresentar em 2027 na Fundação Carmona e Costa, regressará como memória e ponto de passagem para uma dimensão mais profunda e primordial.

De Grund a Abgrund – do chão ao abismo -, Manuel Valente Alves propõe uma viagem entre aquilo que reconhecemos como realidade e o território indeterminado do inconsciente, da matéria e da natureza. O projeto estabelece um intervalo entre dois momentos expositivos, dois espaços e dois tempos: primeiro, o chão que pisamos; depois, o mergulho no abismo.

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