O seu browser não suporta JavaScript! Professora Telma Sousa Almeida | ISPA – Instituto Universitário
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Professora Telma Sousa Almeida

Professora Telma Sousa Almeida
Participação em novo livro da área forense

 

A Prof. Telma Sousa Almeida, psicóloga e Professora Auxiliar no ISPA, publicou recentemente um capítulo sobre avaliação da capacidade de testemunhar, integrado no livro Psicologia do Testemunho - da Prática à Investigação Científica, editado pela Pactor. O artigo foi escrito em colaboração com outras duas psicólogas, as Dras. Catarina Ribeiro e Raquel Veludo Fernandes.

 

Quisemos saber mais sobre este tema, e por isso falámos com a Prof. Telma Sousa Almeida.

 

Que livro é este, a quem se destina?

- Esta é uma obra que reúne autores com diversos backgrounds profissionais e cujos contributos práticos e científicos tornam este livro especial, assumindo particular relevância nas áreas da Psicologia e do Direito. É uma obra recomendada para vários ciclos de formação e para todos os intervenientes do sistema judicial, como juízes, Ministério Público, órgão de polícia criminal, advogados, vítimas, testemunhas, ofensores e demais profissionais.

 

Qual a relevância do tema do capítulo no contexto do livro?

- No nosso capítulo abordamos a avaliação da capacidade para testemunhar. Discutimos, numa perspetiva crítica, conceitos e fatores frequentemente associados à Psicologia do Testemunho, tais como credibilidade, veracidade e capacidade para testemunhar, influência do entrevistador e tipo de questionamento. Pretendemos, assim, sintetizar os princípios básicos relacionados com os contributos práticos da Psicologia numa temática que, pela sua natureza e complexidade, frequentemente justifica a realização de perícias psicológicas forenses. 

 

O personagem central de uma famosa série televisiva, Dr. House, costumava afirmar “toda a gente mente”. Como podemos saber quando acreditar nas testemunhas?

- Uma das principais preocupações neste contexto é a possibilidade de as alegadas vítimas ou testemunhas prestarem falsas declarações sobre eventos que não ocorreram, ou, negarem a ocorrência de vivências abusivas reais. A competência para mentir é um processo psicológico comum e, até certo ponto, normativo. É crucial reconhecer que o testemunho é um processo altamente influenciado não só pelas caraterísticas psicológicas do indivíduo, como também pelo contexto e, sobretudo, pelo procedimento através do qual é recolhida a informação. É essencial ter expectativas realistas sobre a capacidade dos profissionais captarem toda a densidade do psiquismo humano, especialmente num contexto de elevada incerteza e complexidade como é o contexto forense.