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A Dama Negra da Ilha dos Escravos é o título do sexto livro escrito por Ana Cristina Silva, docente da Instituição, que elege o romance histórico como o seu registo literário preferido. A apresentação da obra esteve a cargo de Miguel Real, escritor, filósofo e cronista do Jornal de Letras (JL). A sessão de lançamento decorreu num espaço emblemático do ISPA – a Biblioteca – perante dezenas de colegas e alunos, de várias gerações, que quiseram partilhar este momento especial com a escritora.

Frederico Pereira, Director do ISPA, Cristina Quelhas, Maria Gouveia Pereira e Francisco Peixoto (docentes) foram alguns dos presentes nesta cerimónia que Carlos Lopes, Director da Biblioteca, considerou como uma “iniciativa oportuna” para celebrar o Dia Mundial do Livro. |
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Foi entre estantes repletas de obras literárias e vários olhares curiosos que a escritora falou deste seu novo romance histórico, editado pela Presença, cuja narrativa se centra numa negra de São Tomé e Príncipe que, em pleno século XVI, casa com um nobre da Casa Real, vindo, mais tarde, para Lisboa. É no leito da morte que, em conversa com uma sobrinha, Simoa Godinha percorre toda a sua vida, desde os tempos de menina em São Tomé e Príncipe.
Na sua intervenção, Miguel Real realçou a maestria da escrita de Ana Cristina Silva, destacando a capacidade de conjugação da reconstituição de factos históricos da época com a vertente da Psicologia, uma particularidade da escritora.
Para o cronista, esta é uma das facetas que a distingue dos restantes escritores de romances históricos, que apenas se limitam à descrição dos factos. “Nesta obra literária encontramos uma consciência a falar, a pensar e a sentir; isto é, através do discurso de Simoa Godinha, o leitor vai-se apercebendo do que foi a vida desta mulher”, sublinha. |
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